agosto
Esse é o espaço dedicado às opiniões sobre o livro.
ORELHA
Só que AUTOASSASSINATO não é mais um livro policial, Xavier não é apenas um policial investigando um crime e o caso que investiga não é um caso qualquer.
Um estranho suicídio (ou seria um assassinato? um autoassassinato? as duas coisas?), um escritor, um livro misterioso, um policial em crise.
Ronaldo Pelli constroi uma trama de investigação com personagens que oscilam entre a banalidade e a loucura num Rio de Janeiro quente, muito quente, decadente, sufocante, em que nada é o que parece ser, ninguém é quem acha que é. Misturando linguagens, estilos e pontos de vista, AUTOASSASSINATO é daqueles livros que gente só consegue largar quando chega à última página e, ainda assim, lamenta de ter chegado tão rápido ao surpreendente final.
- Cláudia Croitor, responsável pelo blog Legendado, que fala sobre o maravilhoso mundo das séries, além de arranjar tempo para ser a editora-chefe do Ego
IMPRENSA
Coluna Liquidificador, da revista Megazine (O Globo):
NOIR. “Dentro de seu apartamento escuro e velho, ele está pronto para morrer”, escreve Ronaldo Pelli na abertura do romance “Autoassassinato” (editora Multifoco). O livro de Pelli acompanha a investigação do policial Xavier para descobrir o que está por trás de um suposto suicídio – ou, como sugere o título, um autoassassinato. Ambientado no calor sufocante do Rio, o romance envolve tanto os leitores como o seu protagonista, na tentativa de solucionar um crime misterioso.
O Livreiro:
“Escrita interativa
O leitor escolhe como vai ler: de uma vez só, selecionando ou embolando os capítulos, fazendo comentários a cada descoberta… Autoassassinato, “obra aberta” de Ronaldo Pelli, usa a estrutura do blog para testar as possibilidades de interação direta com o público durante a leitura.”
e:
“Ronaldo Pelli já integra uma segunda geração de blogueiros escritores, a mesma de Alex Castro e seu Mulher de um homem só, menos confessional e bukowskiana, mas nem por isso mais distante de seus leitores. Pelli, que já vem da publicação de uma coletânea de contos anterior, A primeira pessoa, tinha a possibilidade de publicar seu segundo livro, Autoassassinato, em papel. Mas, como o Bartelby de Melville, preferiu não fazê-lo – ao menos em papel. “Livro virou um objeto, um fetiche. Eu não quero isso, ou pelo menos só isso. Quero que as pessoas leiam, não que comprem”, diz ele.” (daqui.)
AMIGOS
- (…) “Autoassassinato”, obra de Ronaldo Pelli que pode ser descrita como uma experiência literária colaborativa. É assim: todos os dias úteis o site é atualizado com o capítulo da obra – a saber, uma novela policial nada convencional; e os leitores, além de poderem comentar os capítulos postados, podem enviar materiais relacionados ao que se lê – fotos, vídeos etc. Interessante, não? (…)
Do meu camarada Carlos Alexandre Monteiro, a.k.a., Carlão, do blog sobre tudo o que está rolando: Tudo está rodando.
- seu livro é muito bom, terminei de ler esses dias.
conseguiu me prender do início ao fim. a história é ótima e surpreendente.
visualizei perfeitamente todos os personagens e suas decadências.
me lembrou muito rubem fonseca.
aquele recurso de colocar as cenas da câmera de segurança, os desabafos do xavier no gravador.. sensacional.
daria um filme interessante, já pensou nisso?
beijos da amiga e fã,
babs
(a.k.a. Bárbara Duffles nas horas vagas e concretas aparece em seu blog, Não Clique, que já virou livro.)
- (por e-mail, mensagem enviada por mim a ronaldo pelli em 04/março/2010.)
(em seu blog “Prosa em poema“, onde se discute poesia, literatura, estética e até livros como esse)


Lendo o comentário da Fernanda, começo dizendo que estou no meio termo. Recebi o pdf do livro inteiro e preferi ler a partir do arquivo tb, mas não rpecisei imprimi-lo. Na verdade, só não queria ficar esperando até a próxima atualização do site.
A narrativa é uma delícia, intrigante, divertida e surpreendente. Fui devorando as páginas e fiquei com vontade de quero mais quando acabou. Enfim, quero mais! Escreve aí um ‘a vida pós autoassassinato’. hehe.
Até receber um e-mail de divulgação deste site*, nunca havia ouvido falar de um livro sendo disponibilizado por capítulos na internet. É possível que isso já tenha acontecido algumas vezes, mas eu, como aversa a mudanças que sou, preferi receber o pdf com o livro inteiro, imprimi-lo e ler da forma antiga mesmo. Acho sensacional e inovador ter um site interativo e poder comentar os capítulos diretamente com o autor, mas confesso que ainda não sou geek o suficiente para entrar nesta onda. Desta forma, não me sinto apta a opinar sobre o experimento internético.
No entanto, falando sobre a obra em si, eu recomendo! O livro é muito bem escrito, com narração leve, de tal forma que te prende até a última página, sem que você consiga largá-lo. Aconteceu comigo: comecei a ler em uma tarde e enquanto anoitecia fui me aproximando do derradeiro último capítulo, já com aquela melancolia de quem quer saber o final, mas não quer que a história acabe.
Acabou, mas como um bom suspense policial, deixou aquele gostinho de relembrar toda a narrativa inicial para procurar indícios do desfecho surpreendente.
* [Nota do autor deste site]: Alguns amigos meus tiveram a oportunidade de receber todo o livro de uma vez só. Fernanda estava entre eles.